peneiras


SDC10283Esta foi a frase do meu tio no treino de sábado quando fui jogar com o maior resfriado do mundo e o peito cheio! Tem razão ele. Em campo de futebol tem que ser macho! Tava difícil mas dei o melhor de mim e olha que não ficou mal, não. Dê uma olhada nas fotos!

Outra coisa que é bom a galera se antenar é que no próximo domingo tem peneira no Corinthians.

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Entra lá no site e veja o que precisa fazer para aparecer e tentar sua sorte.

Existem peneiras pagas e outras que não são pagas. Esta não é. A gente leva mais fé quando é assim. No entanto, o que manda mesmo é entender o que está rolando no time. Por que estão fazendo esta peneira agora? Estão precisando mais de sub15 ou sub18? Que critérios usam para decidir? Quem está analisando os jogadores?

SDC10295Outra coisa, entre para arrebentar de cara. Pode ser que em 5 minutos eles mudem todo mundo e você não teve sua chance. Reze aí pro seu anjo e entre firme mesmo. É o que eu vou fazer. E se não der certo, tento outra vez, em outro lugar, porque sonho é sonho. A gente tem mais é que continuar tentando, com determinação.

peneirandoParticipei de várias peneiras e sempre saía meio atônito delas. Não ficavam claras as regras pelas quais iriam selecionar/aprovar/eliminar a gente. Outras vezes, com regras claras, os técnicos nem olhavam o que fazíamos. A experiência é válida, já falei disto em outro post. Mas não é satisfatória.

Agora, estou em um grupo de jovens que está liderado por uma pessoa. Ele nos conseguiu um preparador físico e está organizando as partidas. Uma das coisas que mais me deixou bem foram as palavras desta pessoa sobre o que ele queria ver. Ele fala muito pouco mas tudo que diz é importante e claro. Nas peneiras, isso não acontecia. Ocorreram algumas peneiras em que os jogadores se mataram durante toda uma partida e os que estavam ali para analisar conversavam o tempo todo, mal olhando os jogadores. Esquisito… e desanimador!

As peneiras são boas para a gente se avaliar. Mas acredito que sejam um primeiro passo. Não podem passar disso. Se você se transformar em um profissional de peneiras (ou seja, passar um ano fazendo isso), é melhor parar e pensar sobre o que não está funcionando. E não considere apenas a possibilidade de ser só você o problema. O problema pode, sim, ser a peneira e os seus organizadores…

Venho há algum tempo participando de peneiras. Na primeira peneira que fui, estava emocionado. Achei que iam ver que eu era bom e já iam me escolher. Isto não aconteceu. A frustração me fez pensar sobre o que os adultos à minha volta diziam, que aquilo era máquina de dinheiro. Em cada peneira se paga exame médico, inscrição… Em clube que faz várias peneiras por ano, era dinheiro mesmo. Bastava olhar a fila de jogadores e fazer os cálculos.

Por outro lado, vi os aspectos positivos que foram as lições que aprendi. Observei que ser bom jogador e conhecer os fundamentos é uma coisa, outra é entrar em campo e mostrar que joga bem. O gol nem é importante mas, sim, que você mostra que não perde bola, dribla sabendo o que faz, é rápido nos passes, sabe mover o jogo na sua direção. Os moleques não me passavam a bola e vi que eu tinha que gritar e pedir a bola. Fiz isso de tudo que foi jeito, mas todo jogador ali queria é ficar com a bola e tentar um gol. Que não saía… Se eu pudesse dizer o que achei da primeira peneira, eu diria que foi um jogo contra o egoísmo de cada um e zero de sentido de equipe. Mas era um teste seletivo. Acho que não poderia ser diferente. Mas será que no campo é diferente, com todo mundo querendo subir ganhos pelo estrelismo?

Outra coisa que aprendi foi na segunda peneira. É uma coisa que minha mãe chama de Protagonismo. Eu precisava aparecer lá no campo. Tinha a ver com aquele negócio de estrelismo, mas era necessário. Daí fiz o máximo que pude para que eu me destacasse.

A família é importante nestes momentos porque dão dicas. Lógico que gente que soma e não gente que vem para criticar. Esportista precisa de estímulo e não de bronca. Assim como minha mãe me falou do protagonismo que era necessário em campo, meu pai me incentivou o tempo todo, falando das coisas boas que fiz. E em uma peneira que meu tio foi, ele falou para que eu prestasse atenção em coisas que eu fazia, por treinar em campo society, mostrando como no futebol de campo era diferente.

Se eu não tivesse participado destas peneiras, eu não teria estes aprendizados. Vale a pena participar de peneiras. É como se a gente já começasse a se profissionalizar. Dá orgulho vestir aquela camisa do time e entrar com gente séria, marcando tudo que a gente faz. Se eles ganham dinheiro, sorte deles. Espero apenas que escolham a gente.

É..isso mesmo que vc leu.

Em todos sonhos existentes, sempre há algum problema. Não importa qual seja, sempre haverá. Eu retirei isso na Folha de São Paulo, do dia 14 de março de 2008.

Bom, o que vi atrás de toda essa história é que todos garotos que sonham em jogar bola profissionalmente sempre tem algum obstáculo. Neste caso foi um empresário (pelo menos se dizia empresário) que pegou 22 meninos para colocar em algum clube e passar pelos testes. Só que para isso eles tinham que dormir e se alimentar em um alojamento, tudo longe da família. Na casa, havia má alimentação, moradia ruim. Os familiares ainda tiveram que pagar 1.500 reais para os filhos entrarem em algo que não era claro…

Bom…isso que eu contei foi o principal, mas aonde eu quero chegar é que não adianta vc receber uma informação de que te chamaram para entrar em algo etc…e vc acaba indo por entusiasmo, sem entender direito do que se trata.

O importante nisso tudo é que vc sempre tem que correr atrás do seu sonho, só que ATENTO, pois te ajudará e muito.

Nesse mundo atual, sempre tem pessoas ruins que querem apenas fazer negócios, ganhar dinheiro, e é com essas pessoas que vc tem que tomar cuidado.

jogo-tiradentes-monterrey-e-tribo-jaragua-abril-2007-10.jpgVenho treinando desde início de Janeiro sem parar e achei que era hora de me testar em uma partida pra valer.

Criei, então, a oportunidade, chamando uns amigos para começar a jogar regularmente no Ibirapuera. Toparam e começamos a treinar juntos. Nesses treinos sempre chegava gente nova querendo jogar com a gente, e sem perceber lá estava nascendo um time de futebol.

Conversamos com todos os jogadores sobre montar esse time pra valer mesmo e todos aceitaram a idéia. Pensamos durante uma semana sobre qual seria o nome do time, cada um com diferentes opiniões e gostos. Até que um jogador falou que poderia chamar Ibirapuera Futebol Clube, em homenagem ao lugar que nos dava a oportunidade de treinar em um campo para valer. E que também era onde se conheçeram. Todo mundo concordou.

Faltava apenas um treinador que organizasse nossos treinos, por vontade própria, e surgiu! Ele se chamava Vinicius Guerreiro, dono de uma pizzaria chamada Cappo Vina, que fica na Vila Mariana. O nome da pizzaria foi tirado seu apelido que é Vina.

Neste periodo de 2008 até o fim de feveiro treinamos juntos, aprendemos coisas novas, melhoramos muito em diversas áreas do futebol. Então todos nós nos perguntamos se já não era hora de começar a por à prova o fato de que realmente estávamos prontos. Eu conversei com um time de Louveira que se chama Juventude Monterrey (time do treinador que é amigo meu, o Gerson) e ele aceitou. Marcou um amistoso no dia 1 de março as 9h no estádio de Louveira.

O campo é oficial e já está tudo marcado. Mas todo time que acaba de começar sempre tem alguns problemas iniciais, seja de sede, uniforme, automóvel para se locomover em dia de jogos para diferentes pontos da cidade, etc. No nosso caso eram todos esses problemas, só que o time agiu em grupo e conseguiu encontrar solução para cada coisa. A sede para treinos do time, por exemplo, provavelmente será atrás do DETRAN/SP, perto do parque do Ibirapuera. Lá tem um campo muito bom. Quanto aos uniformes, o treinador havia entrado em contato com alguns amigos dele e tinha conseguido providenciar assim como o ônibus.

Tudo deu conforme planejado e o dia está chegando para gente. O time espera ansioso pelo jogo pra mostrar cada um o que sabe e eu encaro esse jogo como o ponto inicial da minha ”futura carreira futebolística”, na minha fase boa.